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domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ 2013





O tempo leva o perfume de todas as flores...mas que o perfume dos sonhos fique para sempre no vosso coração e que os caminhos a percorrer sejam o alvorecer de um novo tempo de paz...amor e fraternidade.
E mesmo se as mãos estiverem vazias...que a esperança seja um sorriso esperando pelo futuro e quando o luar se apagar que as estrelas brilhem no vosso olhar e iluminem o vosso caminho para que a vida seja um suave tapete de pétalas e todos os dias do novo ano se pintem com o azul de uma serena madrugada.
Que o ano de 2013 seja pleno de amor e felicidade...de paz e prosperidade...repleto de realizações e de sonhos concretizados.

Minhas amigas e meus amigos...Obrigada por me abrirem o vosso coração para eu poder entrar e alimentar a minha alma e aquecer o meu coração com o vosso carinho.

FELIZ ANO NOVO
Um beijinho
Queria sonhar um novo tempo...


Queria entregar ao tempo o meu corpo envolto num laço de amor e com a magia de um lindo sonho...o despertar de uma nova alvorada...renascer para um novo momento de vida...caminhar serenamente pelas folhas secas deste Inverno e adormecer docemente numa cama de pétalas e perfumada de esperança...como se o tempo me pertencesse...como se um sorriso iluminasse o meu rosto.

Queria receber o último sopro de vida num instante de amor por entre as sensações que já tocaram a minha pele...nas rosas que já nasceram do meu corpo...no ventre que já foi semente...terra quente que deu frutos...vidas que floriram e são o meu chão...o meu altar.

Queria ter a paz de não pensar...a tranquilidade que só o amor nos dá...a felicidade de quem nada espera...a sabedoria que só o tempo nos tráz...os espelhos que que só a memória guarda...os sonhos que apenas a ilusão tece na ternura dos poentes.

Queria o pensamento sereno e leve...ter asas de borboleta e voar no céu infinito...vestir-me de nuvem e vagar na espuma das ondas vestida de cetim e perfumada de maresia e por um efémero momento voltar a ser papoila rubra no ondular das searas...voltar a sentir a carícia do vento como se o tempo não tivesse passado...como se um novo ano não tivesse chegado....como se a vida não fosse tão breve.

Queria por um momento...mesmo que apenas um breve momento regressar a mim como quem volta ao regaço da infância...aos sorrisos dourados...aos meus olhos de madrugada...à minha pele de Maio...ao meu espelho de Agosto...e entrelaçar no meu olhar uma noite de luar...abrir a porta ao tempo...derrubar os muros...soltar as amarras e olhar em frente para não cair no abismo...tatear com passos firmes as pedras do meu caminho e voltar enfim a ser menina vestida de tempo.








sábado, 22 de dezembro de 2012

É NATAL



É Natal ! Mas pergunto-me quando será Natal para todos...quando será que a humanidade compreende que o verdadeiro sentido do Natal não é apenas uma data...uma noite.
Quando será que tu menino triste com os olhos mortiços de espera...tu menino a quem proibiram a infância terás o Natal prometido...o sorriso no olhar...a ternura de um afago...a esperança de um sonho nesta noite onde adormeces no regaço da fome e coberto pelos retalhos da indiferença ... acariciado pelo gelo que cobre o coração dos homens.
Quando será menino triste que deixarás de olhar de longe esse Natal que não conheces...essa ceia a que só alguns têm direito...os brinquedos que só nos teus sonhos te pertencem...só aí são teus criança invisível perdida no teu próprio sonho...num grito aflito com que enganas a noite que para ti nunca amanhece.
Ninguém te olha menino triste...quando será que os donos do mundo vão querer saber que tens fome todos os dias...se vão lembrar que não existes só numa noite...que todos os dias são teus...que o futuro és tu...quando vão querer saber que o teu corpo tem frio...as tuas mãos têm fome de pão e de carinho...a tua boca tem sede de um sorriso e o teu corpo quer apenas o calor de um cobertor tecido de amor numa noite de verdadeiro Natal...num gesto de verdadeira fraternidade.


E para todas as minhas amigas e amigos do coração desejo um Natal Feliz e cheio de paz e amor junto de todos os que vos são queridos.
A melhor mensagem de Natal é aquela que o coração diz em silêncio e aquece com ternura quem nos acompanha na caminhada da vida...não só no Natal mas em todos os momentos...unindo almas e encurtando distâncias com o carinho de uma palavra...o calor de um abraço que se sente como um lenitivo para todas as dores.
Que neste Natal a magia da criança que fomos esteja presente nos nossos corações...que não seja apenas uma comemoração de um dia, mas momentos de amor que se prolonguem por todo o ano.

Um beijinho com carinho
Sonhadora


sábado, 15 de dezembro de 2012

O meu poema "Vestida de Desejo"declamado pelo poeta Véu de Maya





Este vídeo foi uma surpresa que me fez o querido poeta "Véu de Maya", declamando o meu poema "VESTIDA DE DESEJO" que ganhou vida na voz imensa do poeta.
Obrigada meu querido amigo pelo carinho.


Quero também agradecer o poema e homenagem que me fez a minha querida Manuela do blogue :
http://wwwanjoazul.blogspot.pt/...Obrigada minha querida.

Também a Nádia Santos do Blogue :http://quadras-nadiasantos.blogspot.pt...Obrigada minha querida pelo carinho.

Agradeço todos os comentários lindos que me deixaram aqui no blogue e no Facebook, que quase não queria acreditar a quantidade de mensagens...Obrigada pelo carinho imenso.
Na lateral do meu blogue vou deixar alguns dos miminhos que me enviaram.

E...deixo chocolates...rosas e beijinhos


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Hoje faço anos...


Já fui luar de Agosto...noite serena...azul amanhecendo
Já fui corpo de fogo...mãos de amor...já fui rubra rosa
Um rio sedento...já fui esperança...ventre amadurecendo
Já fui anseio...já fui beijo e desejo...já fui noite vaporosa

Já tive laços nos meus cabelos...fogo no olhar e ternura
Embalei nos braços a vida...já fui Verão e fui Primavera
A minha boca já foi pétala...o meu corpo desejo e loucura
Fui flor solta ao vento...já fui sonho azul...já fui quimera

Hoje sou apenas folha de Outono...com sonhos ainda guardados na mão e uma rosa no coração que deixo para todas as amigas e amigos que me acompanham todos os dias de mais um ano que passou.
Muito Obrigada pelo carinho e deixo bolo e champanhe para brindar à amizade.

Um beijinho com carinho
Rosa


sábado, 8 de dezembro de 2012

FLORBELA ESPANCA...Morreu a 8 de Dezembro de 1930


A poeta morreu...na sombra dos ciprestes enfim descansou
Sobre uma lápide de mármore fria...efémero leito de rosas
Na suave ansiedade dos seus braços...a eternidade chamou
Adormeceu serenamente...num manto de sedas vaporosas

Nas suas doces mãos brancas afagou a morte...esqueceu a vida
Morreu só a poeta...numa melancólica tarde dum triste Inverno
Deixou um poema nunca lido...uma solidão por ninguém sentida
Nas mãos levou uma rosa...no olhar a planície seu refúgio eterno

Num frémito de liberdade...no ponto mais alto da sua solidão
Despida de todos os sonhos...partiu esse corpo de amor sedento
Sorrindo serena à madrugada...planou solta e livre na imensidão
Morreu a poeta...alcançou a liberdade na paz do esquecimento

Foi roseiral aberto em flor e triste papoila rubra vestida de dor
Caminhou por entre cardos e nos espinhos das rosas agonizou
Perfumou de sonhos a vida...em doces versos eternizou o amor
Aconchegada nas asas brancas da eternidade enfim descansou

Sobre um leito de flores deitada...nos braços da paz adormecida
Como uma pena tranquila voôu...envolta em nuvens de alvorada
Éterea imagem vestindo os versos tristes com que perfumou a vida
De mágoas vestiu os sonhos que sepultou na sua planicie dourada

Na quietitude da sua charneca...partiu esta alma serenamente
Na luz branca e fria do amanhecer...rasgando a treva na noite
No regaço frio da ausência...partiu a poeta serena e docemente
Como um anjo triste subiste ao céu...nos doces braços da morte

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

VESTIDA DE DESEJO...


Hoje vou despir-me sem pudor...despir o corpo e a alma...despir-me de tudo o que me prende...despir até a pele que me cobre...sem reservas...libertar os medos...dizer palavras inconfessáveis que no meu corpo gritam...hoje vou sonhar-me nos meus versos...inventar-me nos meus dedos...vestir-me de outra pele.
Hoje vou ser a outra de mim...vou trocar de lugar com uma poetisa que escreve a sensualidade como ninguém...que escreve com a paixão na ponta dos dedos.

Esta postagem é um desafio entre a ROSA SOLIDÃO e a LUZ PAIXÃO...hoje eu visto o vermelho da paixão e ela vai vestir o meu negro manto de solidão.

Visitem o blogue da Luz aqui:
afetosecumplicidades.blogspot.pt/


VESTIDA DE DESEJO

Tece fios de madrugada no meu ventre...desejos na minha boca
Em ti me perco...em mim te abres na incandescência da loucura
No delírio dos corpos...nos desvarios da paixão...toma-me louca
Quando num êxtase de volúpia...saciado te derramas em ternura

Deixa-me mergulhar no teu corpo...nua...tua...vestida de desejo
Vem acender o meu fogo...aquecer o meu sangue...sem pudor
Sobre a minha pele escaldante...deixa a seiva doce do teu beijo
Onde morro e renasço e o teu corpo derrama a semente do amor

Por um instante...vem e bebe do meu corpo a volúpia do prazer
Neste rio de lava ardente que por mim corre...que em ti deságua
Vem...dá-me o teu corpo...morde a minha boca...possui o meu ser
Na ansia de ser tua...na vontade de ser lua...na sede de estar nua

Bebe-me meu amor...como um vinho de Outono...lentamente
Faz do meu corpo a tua taça...saboreia-me inteira dentro de ti
Percorre a minha pele sedenta...deixa-me abrir em flor e sente
Esta febre que me devora...este perfume de cio a abrir em mim

Deixa a tua boca na minha...sacia esta sede louca e desvairada
Beija o meu corpo nu...embriaga-te deste orgasmo que te dou
Bebe-me inteira...apaga a tua chama na minha boca orvalhada
Que a minha nudez te encendei no fogo que meu corpo guardou

Rasga a seda que cobre o meu corpo...faz-me gemer de prazer
Em vermelha sedução faz-me tua...sedenta e a ti abandonada
Morde o meu beijo...incendeia o meu corpo no desejo a arder
Deixa que as minhas mãos te afaguem febris até de madrugada

Que a tua boca seja o beijo entre os meus seios...o sabor do mel
Na nudez dos nosso corpos...prende-me em ti insaciável e louca
Desliza suavemente os teus dedos pelo meu desejo de mulher
E deixa-me morrer por um instante no fogo ardente da tua boca

Deixa-me afogar no sabor do teu cio...por entre ondas de prazer
Deita o teu no meu corpo...deixa-me mergulhar na lava ardente
Deixa-me beber-te lentamente...até ao mais profundo do meu ser
Deixa-me morrer e renascer nos teus braços...voluptuosamente

Toma-me...nua...pétala de rosa perfumada...de desejo vestida
Desliza as tuas mãos na minha pele...acende a noite em mim
Cobre-me com a nudez do teu corpo...doida enlouquecida
Despe-me meu amor lentamente o profano vestido de carmim

Deixa-me ser o teu lençol de cetim...o teu desejo mais ardente
Mulher perdida na ondulação dos desejos..indecente e pura
Deixa sentir a volúpia das tuas mãos afagando o meu ventre
Deixa-me ser o véu da madrugada...o teu poente de loucura


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Verso e Reverso...


Há nos meus versos...verso e reverso...silêncio e pranto
Visto-me e dispo-me...rio e choro...troco a pele...faço amor
Da noite faço dia...da solidão ilusão...sou nada e sou tanto
Solta e prisioneira...amarga e doce...há em mim ternura e dor

Sou a claridade...a escuridão da noite...o desejo da madrugada
Outono e Primavera...Inverno e Verão...sou a flor...sou o cardo
Desço ao inferno...sou alma errante...sou esquecida e lembrada
Sonhos desfeitos...amores negados...sentimento amordaçado

Sou a morte...a vida...o abismo...envolvendo-me num abraço
Anoiteço e amanheço...sou o tempo e a pausa...o sim e o não
Sou filha da tempestade...sou o medo...o segredo...o cansaço
Sou vento e chuva...gotas de ternura...claridade e escuridão

Sou o mar salgado...a lágrima...o crepúsculo do amanhecer
Sou a renúncia do meu corpo em flor...sou ternura e solidão
Sou passiva e passional...espalho flores na minha mágoa
Sou luz e sombra...esquecida e esquecendo...sou maldição

Há dias em que sou noite...que me esqueço...não me quero
Há dias que sou vendaval...tempestade...um mar de ilusão
Há dias que sou ave vagando na noite...onde não me espero
Há dias que sou madrugada...há dias que me visto de paixão

O deserto atravessa-me o corpo...o vazio magoa-me o coração
Encontro-me e perco-me...procuro-me na outra que não sou eu
Escrevo-me...reescrevo-me...sempre no meu peito esta solidão
Esta sombra que me acompanha a sombra da outra que morreu

Sou tantas e não me encontro...de todas elas me perdi
Escrevo-me e apago-me...perdida...não sou ninguém
Já não moro aqui...por vales profundos caminharei
Sinto o cansaço das noites...sinto o cansaço de mim

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

VESTIDA DE BRUMA...



Hoje quero ouvir o lamento de todos os sonhos aprisionados nas águas sombrias..quero escutar o silêncio do vento...o eco das tempestades...um grito que teima em rasgar as paredes frias desse silêncio...como luz que se apaga e permanece na melancolia de fim de tarde...numa consciência infinita de ilusões desencontradas...um desfiladeiro das cartas em branco das almas... talvez restos das palavras ditas em silêncio...numa lágrima que se solta de um olhar no abismo de todas as palavras que gemem a última rima dum poema...acorrentado num resto de horizonte arrastando os sonhos...um afago de futuro...uma sombra de passado...num olhar eternamente anoitecido...apenas um breve sorriso levado pelo vento.
Nas noites por dormir vou ao inferno...escrevo-me...grito o vazio...sufoco o desejo no meu corpo...bebo o fel da solidão...o desalento das madrugadas...o cansaço das horas...a morte antes da morte...o crepúsculo preso nas minhas mãos vazias...dos meus braços sem mim...no meu rosto chorando a noite...chorando-me num pranto velado para não acordar os fantasmas...os medos...os infernos...num eterno grito
Hoje rasguei os meus versos...esqueci as rimas...rasguei tudo que me vestiu...amordacei a mágoa...parei a hemorragia que me escorria dos dedos...desencontrei-me da vida...desnudei a alma...sepultei as palavras e anoiteci.
Hoje é nos recantos da minha memória que te sinto...apenas te sinto porque não estás...há apenas uma lápide com um poema de amor...em branco
Hoje vou guardar os espinhos...beber os versos na noite...embriagar-me de silêncio...aprisionar o oceano nos meus olhos e vestir as horas com a tua lembrança.
Sabes meu amor...as minha asas estão cansadas...os teus braços estão distantes...o céu está tão longe das minhas mãos e o luar já não ilumina o meu rosto...hoje vagueio na noite vestida de bruma.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Por uma noite...quero falar de amor



Por uma noite quero falar de amor...como se eu ainda fosse vida
Como se o meu ventre fosse terra quente...como se eu fosse flor
Como se as minhas mãos fossem as rosas da primavera prometida
Como se o teu corpo fosse lume e este frio que sinto fosse calor

Por uma noite quero falar de amor...voando nas asas da paixão
Num êxtase de loucura...como se eu fosse um mar revolto...ou lua
Docemente como se fosse Maio ou como se o sonho não fosse vão
Como se o meu leito não estivesse tão vazio...como se eu fosse tua

Por uma noite quero falar de amor...como se fosse menina ainda
E a minha pele fosse veludo e os meus anseios fossem madrugada
Como se o sol rasgasse a treva da noite...a noite onde tudo finda
Em desejos vestidos de cetim...em anseios tecidos de alvorada

Por uma noite quero falar de amor...como se fosse a tua amante
Esperando o beijo doce da solidão...o gemido sufocado do amor
Afagando os meus lábios descrentes...na ilusão de um instante
Como um orgasmo amordaçado...nos lençóis desfeitos da dor

Por uma noite quero falar de amor...dar-te o meu corpo sedento
Abandonar-me nos braços da ilusão...acordar serena e cansada
Ressuscitar o carmim que me vestiu...apenas por um momento
Esquecer a ausência dos teus gestos...e inventar a madrugada

Por uma noite quero falar de amor...por uma noite ser a perdida
Amar para não morrer...num murmúrio de desejo enlouquecido
Despir-me de mim e em liberdade alcançar a terra prometida
Em carícias perfumadas de jasmim...entregar-te meu corpo ido

sábado, 3 de novembro de 2012

HOJE O MEU CORAÇÃO ESTÁ CHEIO DE ALEGRIA



 O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc...que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras e suas palavras.Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.


Recebi este prémio :

Da querida amiga Manuela : http://wwwanjoazul.blogspot.pt

Da querida amiga Ingrid : http://perfumesepalavras.blogspot.pt/

Da querida amiga Nádia : http://poesiasesonetos.blogspot.pt

Do querido amigo Luís Alfredo : http://luiefmm.blogspot.pt

Do querido amigo Pedro Pugliese : http://poramorr.blogspot.pt

Da querida amiga Gisa : http://lerescrevereviver.blogspot.pt/

Quero agradecer de todo o coração este carinho, mas normalmente quando estou emocionada demais fico sem palavras e este é um desses momentos em que apenas se sente dentro de nós, o que pudesse dizer não era nada comparado com a alegria que me deram, por isso digo apenas...OBRIGADA.

A última regra é que normalmente a quebro e desta vez não é diferente...deixo este prémio para todos os meus amigos e amigas.


E como uma alegria não vem só recebi mais um prémio de dois amigos muitos queridos também a quem agradeço do fundo do coração o carinho deste presente e como disse antes não tenho palavras, deixo apenas o meu OBRIGADA.



Recebi do meu querido amigo Eduardo: http://rimablogeutedouumaflor.blogspot.com.br/

E da minha querida amiga Fernanda Oliveira : http://nandamusicpoesia.blogspot.pt

Agora as regras são: Agradecer ao blogue que me nomeou e partilhar 7 coisas sobre mim...

Mimar os meus filhos
Cozinhar para eles
Ler
Escrever
Por vezes ficar sem fazer nada...comigo apenas
Olhar as estrelas...adoro a noite
O meu Benfica (gosto de futebol)

A última regra.....Fica para todos que quiserem levar

O meu beijinho com carinho 
Rosa

Os selos estão aqui : http://rosasolidao2.blogspot.pt/


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

De mim partiste alma moribunda...




De mim partiste alma moribunda...vestida do corpo que é meu
Chamando em silêncio...o tempo sem vida...a vida sem tempo
A alma sem corpo...o rosto sem vida dessa mulher que morreu
Abraçando esse corpo adormecido...vestido de mágoa e lamento

Rasga esse véu de nudez...caminha alma solitária nua e perdida
Onde só o silêncio te acompanha...esse silêncio de eternidade
Num último gesto de adeus...te liberto minha alma esmaecida
Deste corpo noite onde a luz se apagou...num tempo sem idade

Vai alma branca...pelo rio de lama onde derramaste as mágoas
Caminha desventurada pelo labirinto onde a vida esqueceste
Na imensa noite...desfolha as rosas e bebe o sal das lágrimas
Suave...suavemente caminha pela escuridão onde te perdeste

Adormece agora alma minha...voa serena enquanto é Outono
Não me lamentes...vai descansar entre as nuvens...alma triste
Liberta-te de mim...deixa-me vagando entre o sono e o sonho
Vai esperar pelo sol da madrugada...que em mim já não existe

Parte de mim alma cativa...entrega-te à terra que te viu morrer
Arrasta pelos céus os meus sonhos de flores de giesta bordados
Envolve-os num manto de negro veludo e deixa-os adormecer
Como tristes folhas de Outono deixa-os neste corpo sepultados

Parte andorinha negra...voa serenamente nesse céu cinzento
Leva contigo a noite que dentro de ti encerras...foge de mim
Guarda em ti as últimas rosas que ficaram perdidas no tempo
Vestida de penumbra...volta ao nada do nada que existe em ti

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Entrego-te a minha agonia...



Entrego-te a minha agonia...o fogo do meu corpo de ternura
O vendaval das minhas mãos de ti vazias e sedentas de amor
Entrego-te a minha escura sombra que no limbo te procura
Tão vazia de estar...tão perdida de ser...tão envolta na dor

Entrego-te os doces poentes que um dia me afagaram o olhar
O naufrágio dos meus sonhos...cais onde meu corpo adormeceu
Nesta cama de sargaços onde o vento vem docemente beijar
Esse corpo resignado...pensando que ainda vive e já morreu

Entrego-te o céu anoitecido dos meus olhos prenhes de mágoa
O afago dos meus braços tão vazios...clamando o calor dos teus
Entrego-te este rosto entardecido...onde dolente cai uma lágrima
No regaço frio do amor onde dormem meus malogrados anseios

Entrego-te o silêncio do meu grito e as algemas do meu ser
O perfume que perdi no tempo e as rosas de amor orvalhadas
Entrego-te meu amor...o meu frio corpo tão cansado de viver
No manto negro da noite deixo-te a minha alma amortalhada

Entrego-te o abismo dos meu passos...o meu riso e o meu pranto
Deixo-te a primavera que fui...cheirando a terra quente e alecrim
Deixo-te a efémera beleza...deste rosto cinzelado de negro manto
Deixo-te este corpo amordaçado e a ternura do amor que despi

Entrego-te o silêncio dos gemidos do meu leito de amor vazio
Na sepultura de todas as ilusões...na pedra fria da indiferença
Deste fogo consumido por esse amor entristecido que jaz frio
Nos lençóis desfeitos de renúncia onde adormeceu a ausência



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Desafio complicado...


Recebi  da Tétis :http://nuestramizade.blogspot.pt...Da Gracinhahttp://zambezianachuabo.blogspot.pt
Da Blue :http://blueshell.blogspot.pt/
Minhas queridas peço desculpa por responder ao mesmo tempo, mas achei que era melhor assim.

As regras:
- Avisar o blogueiro que o indicou quando postar o mesmo
- Seja sincero nas respostas ou não responda
- Terá que fazer 5 indicações do mesmo para que tenha continuidade
- No final da ‘postagem’ dedicar um tema a quem o indicou
- Se for contra estas regras recuse fazer o mesmo.

Vou agora responder com toda a sinceridade que me pediram

1° - Algo que você não fala para ninguém ?
Não gosto de deixar nada por dizer e por vezes falo demais

 2° - Se você pudesse ouvir apenas uma música no próximo mês, qual seria?
 Tantas...difícil nomear, adoro música.

3° - Um sentimento que nunca sentiu
Ódio...posso sentir mágoa, mas não ódio

4° - A pessoa mais importante para você?
Os meus filhos...são o meu altar...a minha vida...eu sou eles

5° - Agora aonde você queria estar?
Talvez voando num céu sem nuvens...para longe de mim

6º - Já deram um tapa na sua bunda, e gostou?
 Em criança...e não gostei         

7º - Quem levaria para uma ilha deserta?
Um bom livro...papel e caneta

8º-Quem você mandaria para o Iraque com uma camisa escrita "I love USA"?
Os governantes deste desgoverno que é neste momento o meu País

9° - ? oxıɐq ɐɹd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpıʌ ɐns ɐ ɐxıǝp ǝnb O
A falta de carácter...o egoísmo...a mentira e a ingratidão

10° - Se alguém lhe dissesse que você poderia realizar um sonho agora, qual seria?
Que nenhuma criança do mundo tivesse fome ou fosse maltratada


11º - Algo que gostaria de fazer, mas que não tem ou não teve oportunidade?
         Viver-me

12° - Você não sai de casa sem o quê?
Sem mim...infelizmente tenho de me levar sempre

13° - Já beijou ou beijaria alguém do mesmo sexo?
Sim...beijos de amizade e carinho

14° - O que estaria fazendo se não estivesse fazendo isto?
Talvez escrevendo...ou voando nas asas de algum sonho

15º - O que está pensando agora?
        Que não tenho jeito nenhum para falar de mimm




Quanto às nomeações...deixo este desafio para todos que queiram falar um pouco de si.



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quando o meu corpo adormecer...



Quando o meu corpo arrefecer e não sentires o perfume das rosas...deixa-me ir...deixa-me adormecer...não me chames...não me beijes...não toques as minhas mãos...não me prendas...não chames o meu nome...deixa-me ir docemente nas asas do vento...deixa-me mergulhar na luz que me chama...no luar que me abraça...deixa-me voltar a ser terra...deixa-me ir na mudez das folhas...em silêncio...com um poema nos dedos e nas mãos restos de ternura...no meu corpo sonhos desfeitos e um fino véu de amargura.
Deixa que na minha boca sequem as palavras e do meu corpo se desprendam as mágoas...que os olhos se fechem...se arrastem os pés...que a pele rasgada volte a ser pétala...deixa-me voar no vazio...no abismo profundo ou no céu infinito...deixa-me repousar no labirinto de quem se perdeu...na luz que se apagou...nos restos do coração que gelou.
E quando de  mim nada mais restar que o silêncio de uma prece e os meus olhos se fecharem enfim sobre o nada e arrancar de mim tudo o que me vestiu... quando as flores de Maio murcharem no meu corpo e uma lágrima cair docemente do meu rosto frio...guarda essa lágrima e esse olhar como se fosse o último poema...aquele que nunca leste e que no meu corpo guardei para a derradeira viagem...são retalhos da minha alma...guarda-os com os restos das minhas ilusões...raízes dolorosas dos meus sonhos...guarda-as como se fossem as rosas com que bordei o manto da minha dor...as palavras da minha lápide num poema de amor que a minha boca guardou.
Vou com a noite...deixa-me ir...mergulhada no silêncio e com um grito no olhar...nos braços o cansaço de mim...num voo de andorinha...leve como uma nuvem...na suavidade do entardecer...deixa-me ir na paz da minha planicie...num gesto de abandono...numa sede de infinito...deixa a minha alma poisar no mármore frio da sepultura...no lugar vazio do silêncio... fechar os olhos e deixar-me levar para longe de mim...para o tempo além do tempo...no limite do horizonte...no regaço da eternidade onde serei infinito.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tateio a escuridão...nada vejo




No meu olhar há uma casa sem janelas...para lugar nenhum
Sombras pairando no tempo...desenhando os meus passos
Na penumbra da minha pele...são espectros de sombra e luz
Pairando sobre o meu corpo...amordaçando os meus braços

No lugar mais profundo da solidão...no mais ermo da vida
Na viela mais escura da noite...no deambular mais errante
Flutua a minha alma nos umbrais da escuridão... perdida
Entre o tempo e o espaço...no lamento dum eterno instante

Na bruma habitam os sonhos...no espaço breve do tempo
Num lugar recondito da noite...no regaço frio da ausência
Nesse abrigo perpétuo...crepúscular sonho de um momento
Em que me perco e me encontro longe da minha presença

Num lugar frio e distante...cai sobre mim a noite dolente
Adormecendo no meu corpo...sonhando nos meus braços
Pisando os meus anseios...anoitecendo a vida lentamente
Ecoando silêncios mudos...murmurando os meus cansaços

Nas minhas mãos prendo restos de nada...pedaços de mim
Farrapos de sonhos...fiapos de sal e mágoa no meu corpo
Pingos de chuva no meu olhar...pedaços de luar que perdi
Na lonjura onde caminho...esquecendo-me pouco a pouco

Tateio a escuridão...nada vejo...nem a minha alma encontro
Nem uma estrela fugaz que alumie um instante este caminho
Neste labirinto longo e profundo...na ausência do meu corpo
Onde vou tecendo tristemente a vida com os laços do destino



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

É noite no meu País...



É noite no meu País...no rosto dos nossos filhos há tristeza
É de desesperança o caminho...sem presente e sem futuro
Segue em frente sem medo...gritando em coro a incerteza
Rompe as correntes...derruba com a voz da razão esse muro

É noite no meu País...há desalento nos olhos do meu povo
Raiada de negro...desfralda-se ao vento a minha bandeira
Já nem é cor de esperança nem de sangue...tinge-a de novo
Com as belas cores rubras...sacode-lhe do orgulho a poeira

É noite no meu País...leva meu povo a revolta a passear
Solta as palavras que guardaste para o tempo de liberdade
Levanta a tua mão e acusa quem os teus filhos está a roubar
Não sorrias magoado...planta enfim os cravos da igualdade

É noite no meu País...é Inverno na alma do meu nobre povo
Tangem sinos de descrença...levanta os braços cansados e luta
Pelo Portugal prometido...fá-lo das cinzas renascer de novo
Unidos na mesma crença...bebendo do mesmo copo a sicuta

É noite no meu País...a madrugada dos cravos está morrendo
O pão dos teus filhos está minguando...o sol deixou de brilhar
Com a indiferença dos verdugos deste povo...sempre crescendo
Caminha sem medo meu povo com um grito de revolta no olhar

                       No límite das forças...no fio da navalha
                       Assim caminhas meu País...desencantado
                       Vilipendiado e vendido pela escumalha
                       Grita meu povo por um Portugal libertado
     
        
            Hoje sou um grito de revolta...pelos filhos do meu País


terça-feira, 11 de setembro de 2012

COMEMORANDO 3 ANOS DE BLOGUE


Minhas queridas e meus queridos amigos
Parece que foi ontem que aqui cheguei...tão de mansinho quase para não ser notada, mas a pouco e pouco foram chegando e afagando a minha alma com as vossas palavras de carinho...e renasci das cinzas.
Hoje tenho 881 seguidores...296 postagens e 22 635 comentários o que me deixa muito feliz e agradecida por tudo o que me têm dado...OBRIGADA do fundo do meu coração.
Deixo estas 3 rosas, uma por cada ano que passei aqui abrindo todos os dias com emoção esta porta de ternura.
Beijinhos com carinho
Rosa
Deixo também o bolo e o champanhe e para a comemoração ser completa e como tantas vezes me dizem para escrever um poema de amor, deixo estes Versos Profanos, que não são versos...é um sonho de amor.

Para quem quiser levar os selinhos (pedindo desculpa por isso), estão no meu blogue de selos neste link:

http://rosasolidao2.blogspot.pt/2012/09/o-meu-selinho-de-3-anos-de-blogue.html


Versos Profanos...

Prende-me meu amor nos teus braços...faz-me eternidade...faz-te o sangue e a vida no meu corpo...respira da minha boca o infinito...do meu ventre a chama do amor...faz-me terra e imensidão...desenha-me vento e brisa...grito e gemido de prazer...rosa púrpura...incendeia-me com o fogo do desejo e leva as cinzas...espalha-as ao vento...veste-me o vermelho da paixão e deixa-me ser céu e mar...sacia-me esta sede de amor...esta fome de ternura.
Em prosas e versos meu amor faz de mim o teu poema...o vinho maduro que extasia o teu olhar...a taça transbordante de amor...retábulo de ilusão...faz-me pão e semente...seiva do teu desejo...beijo na tua pele...amanhece-me nos teus lábios...envolve-me nas tuas mãos e tatua na minha pele o desejo que me escorre do corpo e ressuscita-me numa noite de amor...faz-me carne e desejo no teu corpo e murmúra no meu olhar uma melodia de amor e no meu ventre a volúpia do prazer.
Nos teus dedos decifra os mistérios do meu corpo...faz-me intensa e breve paixão...deixa-me esperar-te nua...ser ilusão na tua boca e vestida de seda deixa-me meu amor ser a outra de mim...a que na noite te sonha e que no sonho te chama e num leito de ilusão se entrega...tão tua...tão nua.
Deixa-me meu amor ser a perdida...alma e corpo...desejo e loucura...desata as tuas mãos nos meus cabelos e liberta-me meu amor da loucura que me escorre do corpo...um breve instante de desejos profanos de toques insanos...deixa-me meu amor ser louca...ser boca...ser Paraíso e Inferno...amor eterno...ser loba...ser lua...ser cio...anjo e demónio...veneno de amor...deixa-me meu amor ser pele...ser tua.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Escrevo-me...


O que escrevo...não escrevo para ninguém...só me descrevo
Apenas um orgasmo amordaçado...lençol feito de palavras
Uma melodia fúnebre...véu de escuridão onde me embebo
Gota a gota...escorre o silêncio dos meus dedos como lava

O que escrevo...é a escuridão onde me afundei...sou eu
Sou um erro...o avesso de tudo o que quiz...apenas poeira
Sou a sombra do meu chão...sou um corpo que anoiteceu
Restos de momentos vazios...uma alma sem eira nem beira

O que escrevo...são folhas soltas ao vento...minha solidão
Páginas negras que escrevi...rimas nefastas que guardei
Livro amarelecido do meu destino...preso na minha mão
Vagando no sonho...envolta na noite...não me encontrei

O que escrevo...são restos de luz e sombras...tudo e nada
Vendaval de palavras...solidão da mulher...punhal da poesia
Um murmúrio...uma prece muda...na minha alma sufocada
Rio obscuro de palavras envoltas em triste e doce melodia

O que escrevo...é o sangue que escorre da palavra ferida
Retalhos do coração...as entrelinhas do que fui...do que sou
Um adeus mudo...uma esperança adiada...uma rima perdida
Livro por escrever...uma história de amor que o vento levou

O que escrevo...não é para ti meu amor...é para a dor
Que tomba do meu peito...que cai triste do meu olhar
Uma melodia em silêncio...escrita num campo em flor
O que escrevo...são restos de mim...doloroso caminhar


De pedra e cal...voltei serena

domingo, 2 de setembro de 2012

Venho deixar uma rosa...



Minhas amigas e amigos...hoje venho só deixar esta rosa e agradecer o carinho e apoio que me deixaram nos comentários e por e-mail.
Foi muito desgastante, porque o blogue que tinha mais de 40 poemas meus e todos misturados numa amálgama que fazia pena ver, devia ser para eu não encontrar nas pesquisas, por isso tive que correr o blogue página a página, quando me deitei era quase manhã e como havia poemas de outros amigos, foi feita a denúncia ao Google e deletaram o blogue da senhora.
Há pelo menos mais dois que também têm muitos poemas meus, vão ficar para outra altura, neste momento estou desgastada, mas não desisto de querer o seu a seu dono, não devemos deixar que pessoas sem dignidade se apoderem do que é nosso e ponham os nomes deles no que não lhes pertence...e quem escreve sabe o quanto por vezes dói desnudar a alma.
Quero também aproveitar para dizer que os meus poemas estão à disposição de quem sempre os tem postado nos seus blogues e sempre com os devidos créditos e dizer também que é sempre uma honra para mim e quero que sempre que queiram dar-me esse prazer o continuem a fazer, basta pedirem num comentário que eu envio por mail (infelizmente tem de ser assim), sei que me compreendem.
Amanhã voltarei a postar normalmente e pôr os comentários em dia, não tenho conseguido tempo para vos visitar e peço desculpa por isso.
Esta é a minha segunda casa e não são pessoas sem nível que vão conseguir afastar-me dela.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Plágio faz doer o coração


Hoje venho pedir desculpa a quem me segue e que com tanto carinho me comenta, pela atitude que tive de tomar, que foi bloquear a cópia dos meus poemas( que agradeço à Van do blogue “Retalhos do que sou”) que me ajudou a encontrar essa solução, eu sei que não vai resolver mas pelo menos dificulta a vida aos plagiadores.
Isto, porque por um mero acaso descobri que os meus poemas estão sendo plagiados numa quantidade assustadora por todo o lado encontro coisas minhas, há pelo menos um blogue que é quase só com poemas meus, fiquei arrasada e sem vontade de continuar, magôa muito ver o que escrevemos e que é o nosso sentir, as nossas ilusões e desilusões, as nossas feridas, o nosso EU mais profundo que deixamos em cada palavra que escrevemos (eu costumo dizer que não escrevo...mas que me descrevo) e por isso custa muito ver pessoas sem princípios, porque se os tivessem não se apoderavam do que é dos outros.
Não sei o que vou fazer, estou demasiado triste neste momento e quanto mais procuro, mais coisas minhas encontro, não tenho vontade de postar mais nada, estou desolada.
E as minhas desculpas vão para quem me deixa tanto carinho e que gostam de me fazer surpresas postando os meus poemas, por isso tenho o meu e-mail no lado direito do blogue bem visível, para quando quiserem um poema meu é só pedir por mail que eu enviarei com o maior prazer, sei que é desagradável e eu sinto-me mal por isso, mas não tive outra saída.

Por hoje deixo o meu beijinho carinhoso de sempre e o meu obrigada pelo carinho
Rosa

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Perdi-me no tempo...


Perdi-me no tempo e caminhei sem mim...à chuva e ao vento
Amordacei o corpo no silêncio da noite e aquietei o vulcão
Desfiz-me em cinzas nas chamas apagadas do sentimento
Entristeci a boca nos teus beijos ausentes sabendo a solidão

Andei perdida na noite...sem tempo certo para a mim voltar
Nos meus olhos tristes de flor do deserto onde a ternura matei
Na imensa solidão dos dias...nesta partida sem nunca chegar
Caminho com os pés rasgados por entre as rosas que sonhei

É na noite que as horas morrem...vazias a escorrer da minha mão
Neste rio fundo que em mim dorme...na noite que por mim chora
No Inverno que gela o meu corpo...no breu que vela esta solidão
Deito-me nua...rasgo os sonhos e prendo os gestos nas demoras

É no meu corpo que guardo os fantasmas...que adormeço o sonho
Nessa nudez sem roupa...num silêncio branco de rosas e lamento
No meu rosto envelhecido...vestindo as cores mortas de Outono
Num murmúrio de adeus à morte me entrego num sopro de vento

Nos meus frágeis braços vazios...guardarei a imensidão da dor
Entre a aurora e o crepúsculo...invento a solidão despida de ti
Na imensidão da noite fria...descanso as mãos prenhes de amor
Nas cinzas que arrefeceram...do fogo que adormeceu em mim

A ausência é um mar revolto sobre o meu corpo adormecida
Num leve rumor de asas...num silencioso sopro de vento norte
Tecendo em mim um colar de ilusão...quase morte...quase vida
Bebendo essa luz esmorecida na penumbra do meu corpo noite

sábado, 11 de agosto de 2012

Percorro os caminhos da noite...


                                                                               
Percorro todas as calçadas que um dia me levaram a ti...todos os sorrisos que foram meus...todos os devaneios que vivi ou inventei...todos os sonhos que agonizam no meu corpo...todas as esquinas da noite petrificadas no meu rosto...nos muros que prendem os meus passos...na ternura inventada no cansaço das horas...nas lembranças esquecidas por dentro do tempo...de mim...de ti...de nada.
Percorro o tecto branco das noites...instantes de silêncio onde as minhas mãos tateiam o vazio...os meus dedos soletram silêncios nos gestos frios da carne...no nada que nunca acontece...nas esperas que entardecem...nas noites que não amanhecem...nos espinhos que me rasgam a pele...na beira do abismo...no emaranhado labirinto onde me procuro...na noite onde não te encontro.
Percorro todos os caminhos da noite...todos os labirintos da solidão...todas as vozes que gritam o silêncio que percorre o meu corpo...todas as pedras que ferem os meus passos...todo o frio que amordaça os meus gestos...todos os minutos que calam as demoras...que consomem a chama do amor...a nudez da ausência...na sombra escura que tolhe os meus passos...espectro do que deixei de ser...grito do meu corpo sem morada...renúncia das noites vazias...soturno abraço que envolve os delírios desse corpo morto...desse desejo devastado por mil mortes...tecidas de gestos ausentes.
Hoje vestida de silêncio percorri a tua ausência nas pétalas que vestiram o meu corpo...nos sonhos que nasceram nas minhas mãos vazias... nas palavras que já foram nossas e se perderam nas esquinas do tempo...na imensidão da noite...nos braços vazios de nós...nos soluços que se desprendem do meu corpo...nos voos dos meus sonhos onde anoiteço...nos medos escorrendo dos dedos...na solidão presa nos gestos.
Hoje queria inventar uma ilha...vagar perdida nos braços do vento e caminhar nua na bruma de uma manhã cinzenta...num sonho por acontecer...numa história de amor por viver...hoje nas tuas mãos ausentes...queria repousar o meu cansaço.




A imagem daqui: www.americodosul.blogspot.pt




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Escrevo a vida na pele...


Quando na noite não adormeço...escrevo o meu pranto
Escrevo os sonhos...a tristeza dos pássaros engaiolados
Os corpos que não se encontraram...escrevo o desencanto
Do amor por cumprir...dos desejos no corpo amordaçados

Escrevo os labirintos por onde vagueiam as almas perdidas
A despedida do Outono na cor da noite vestida de Inverno
As rosas vermelhas por nascer...as pétalas no corpo despidas
Num jardim da cor da bruma escrevo e sonho sempre eterno

Escrevo a nostalgia que me inunda em cada fria madrugada
Nas folhas mortas do tempo...escrevo o amor perdido no vento
Vagando entre o céu e o inferno...escrevo as mãos sem nada
Escrevo a vida e escrevo a morte na memória de um momento

Escrevo o dia a anoitecer...escrevo a noite que não amanhece
Escrevo os espinhos das rosas...na lonjura dos meus passos
Escrevo as vielas escuras e frias onde o meu corpo adormece
Na solidão onde embalo a ternura esquecida nos meus braços

Escrevo a amargura no silêncio das minhas mãos vazias
Rasgando as noites brancas da renúncia nas mãos do nada
Lado a lado com a solidão...prendo no meu olhar agonias
No corpo tenho sonhos desfeitos...despidos de madrugada

Escrevo a alma...escrevo o desencanto o meu nome não sei
Arrasto-me entre as brumas...do tempo o meu corpo despi
De escuridão vesti o olhar e por entre as trevas caminhei
Vagueando nas vielas da loucura...do meu corpo me perdi

Escrevo a vida na pele...escrevo do amor a melancolia
Mesmo a noite sendo fria...visto-me com a luz do luar
Mesmo o abismo sendo profundo...visto-me de poesia
Deixo uma folha em branco para escrever o meu final

A imagem daqui: www.americodosul.blogspot.pt

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Perfuma os sonhos de incenso...


Sonha menina-mulher...chora a tristeza mulher madura
Esquece os devaneios...prende os anseios e bebe o pranto
No escuro abismo do olhar...no pétreo lago do teu sorriso
Vagueia sem ti mulher perdida...envolta em negro manto

Devora a carne que te cobre a alma...faz amor com a solidão
Despoja da ilusão esse corpo exausto de ternura envelhecida
Despe de ti mulher sem norte...o vestido vermelho da paixão
Envolve esse corpo noite nos lençóis amarfanhados da vida

No teu corpo de Outono desvanece a ilusão e amordaça o desejo
Nesse jardim de rosas negras...retábulo frio e efémero do amor
Num sorriso amargurado...inventa na tua boca o sabor dum beijo
Atira-te ao abismo mulher perdida e perde-te nas vielas da dor

Despe o cio do teu olhar ausente...das mãos vazias o desalento
Dos cabelos desprende os laços...na noite fria desfolha as rosas
Perfuma de lírios e incenso...esse cansado corpo de amor sedento
Envolve os teus murmúrios de amor em negras sedas vaporosas

Entrega-te à terra mulher ausente...esquece o teu rosto de criança
Rasga o teu ventre...amordaça os gestos no regaço frio do amor
Estilhaça as palavras que dormem no chão...queima a esperança
Embala a noite imensa que em ti e por ti chora nos braços da dor

Desenha-te estrela cadente...inventa-te nuvem na imensidão
Amordaça no corpo pedaços de sonhos que foram claridade
No umbral da noite adormece os desejos e sufoca a solidão
No leito vazio do amor desenha o orgasmo de uma saudade

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vem ouvir o silêncio...meu amor


Vem ouvir o silêncio meu amor...envolto neste frio Outono
No entardecer da ilusão...deixa-me sentir o perfume do amor
Pousa as tuas mãos no meu corpo e o teu nome no meu sonho
Escreve com letras de ouro a solidão...murmura-as com ardor

Vem ouvir o silêncio meu amor...neste mar que em mim corre
No meu corpo ido...meu sonho perdido de onde volto sem mim
Envolta no meu vestido de amante...chamo a noite que não morre
Chamo a vida e chamo a morte...nesta escuridão onde me perdi

Vem ouvir o silêncio meu amor...deste corpo noite a entardecer
Que te chama com ternura...neste leito que amanhece tão vazio
Nesta escuridão que se quer luz..nas obscuras teias do meu ser
Vem meu amor repousar sobre o meu corpo o teu olhar tão frio

Vem ouvir o silêncio meu amor...escrito na ternura do meu olhar
Nestas mãos de vida tão vazias...no sangue com que me escrevo
Na sombra negra da ausência...onde vive uma rosa amortalhada
Nesta solidão onde anoiteço...nos espinhos onde me aconchego

Vem ouvir o silêncio meu amor...no mar que são os meus olhos
No deserto suspenso nos gestos...nesta solidão onde amanheço
Nas demoras presas nas mãos...no caminho coberto de escolhos
Onde repousam os meus sonhos...cinzas frias onde me aqueço

Vem ouvir o silêncio meu amor...na sombra que vive em mim
Nas margens do meu corpo...vem meu amor amainar o tempo
Esculpir no meu rosto um sorriso...esse que há muito eu perdi
Por dentro dos espelhos...sente o amor no eco do meu lamento

Vem ouvir o silêncio meu amor...no lado errante de mim
Estende-me as mãos e expulsa do meu corpo a noite escura
Espalha sobre mim o luar...guia-me neste labirinto sem fim
Transforma em pétalas de rosas a minha estranha loucura

terça-feira, 10 de julho de 2012

A noite...é uma morte adiada


A noite é uma morte adiada...uma longa prece por dentro do meu corpo...um beijo de fantasma na minha boca...um rio no mar dos meus olhos...a erosão de mais um dia...um resumo de horas mortas sem gestos e sem mim...um manto de escuridão nas paredes frias onde repousam todos os sonhos de amor...um silêncio adormecido nos braços do cansaço.

A noite é uma lágrima a escorrer das mãos vazias...um abraço de nudez por entre os ciprestes presos no meu corpo...infinitas deambulações entre o sono e o sonho...a negridão de uma rosa numa janela com grades...num leito obscuro sem gestos...uma carícia de vento a poisar nos meus olhos...um suspiro de mar...as cinzas do amor num poema de solidão que o tempo guardou...um murmúrio silencioso a roçar a minha pele...um céu vestido de cinza...os dedos da escuridão a tatuar na alma a ausência...página em branco de todos os anseios...de todas as lembranças perdidas.

A noite é um trago que não se bebeu...um sorriso que ficou na taça...um poema na ausência dos lábios...uma rosa que não se tocou...um corpo que não se desnudou...uma gaivota num cais deserto...as mãos esquecidas num corpo que não se sentiu...a saliva do amor que não se fez...o desencontro dos sonhos inventados...os medos presos nos dedos...os anseios soltos nas mãos...a sensualidade dum olhar que escureceu...um orgasmo de lençóis vazios.

A noite é o leito do poeta...os remendos da alma...palavras rasgadas...um afago quase grito...uma rua sem fim...quase abismo...quase sangue a escorrer das mãos vazias...quase nada...cama desfeita num corpo abandonado...caminho escuro dos sonhos despidos de vida.

Na noite...morre-me o silêncio no corpo...dói-me o desejo na pele...morrem-me os sonhos nas mãos vazias...prende-se a insónia na sombra das madrugadas...suspensas nas asas frias do silêncio...na sombra negra da morte...pairando no vazio da vida...esperando...apenas esperando.
Na noite apenas escuridão...o vazio da tua boca e o silêncio dos meus braços...a nostalgia do meu corpo...a memória onde me deito...vazia de mim.